Progressão da doença

Felizmente que se começa a verificar uma mudança na nossa sociedade e na rapidez do diagnóstico da Endometriose. Este facto é crucial para que a doença não avance para as formas mais graves e mais complexas. Na maioria dos casos, quanto mais cedo é feito o diagnóstico e quando a portadora de Endometriose tem um tratamento adequado e é acompanhada por um especialista na doença, menor é a probabilidade que a doença avance.

É absolutamente necessário chamar a atenção para as consequências da progressão da doença mais grave. De facto, não sendo a Endometriose uma doença maligna, as formas mais graves da doença comportam-se como um cancro, invadindo a pélvis. No entanto, no caso particular dos endometriomas (quistos de Endometriose dos ovários), parece haver uma correlação evidente com um tipo particular de cancro do ovário, chamado carcinoma de células claras. Por isso, o tratamento deste tipo de Endometriose é cada vez mais necessário. Uma atitude expectante perante quistos de Endometriose do ovário pode ser comprometedora.

Os tumores recto-vaginais podem perfurar o intestino, com peritonites (infecções abdominais graves) que necessitam de intervenção cirúrgica urgente. A invasão lenta e progressiva dos ureteres leva à ausência de funcionamento renal, com as consequências inerentes. Os tumores vesicais (bexiga), se de implantação muito baixa, numa zona designada trígono, podem pôr em perigo ambos os rins e são de resolução muito complexa. As formas diafragmáticas/pleurais levam ao colapso sucessivo do pulmão. E, por último, tudo leva a situações de infertilidade se não tratadas a tempo, por invasão e oclusão das trompas e pelo processo inflamatório local. As formas ováricas da doença diminuem progressivamente a capacidade ovocitária para a reprodução.

Por tudo isto é urgente informar. É urgente partilhar. É urgente não deixar que esta doença volte a cair no desconhecimento!

 

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