Atualmente, o diagnóstico da adenomiose é frequentemente realizado com recurso a ecografia transvaginal e/ou ressonância magnética.
A ecografia transvaginal é habitualmente o primeiro exame de imagem utilizado. A ressonância magnética pode ser particularmente útil quando é necessária uma caracterização mais detalhada do útero ou quando existem dúvidas no diagnóstico.
A qualidade do diagnóstico depende não apenas do equipamento utilizado, mas também da experiência do profissional que realiza e interpreta o exame. Por isso, quando existe suspeita de adenomiose, é importante que os exames sejam realizados segundo protocolos adequados e por profissionais familiarizados com esta doença.
A histologia continua a ser considerada o padrão de referência para a confirmação da adenomiose, uma vez que permite identificar diretamente as alterações no tecido uterino. Contudo, essa confirmação exige a análise de tecido, habitualmente obtido após cirurgia, pelo que não constitui um método de diagnóstico de primeira linha. Na prática clínica, o diagnóstico é frequentemente estabelecido com base na combinação da história clínica, sintomas e exames de imagem.
Existem várias características ecográficas que podem levantar a suspeita de adenomiose. Entre outras alterações, podem ser observadas modificações na forma e tamanho do útero, alterações da textura do miométrio, assimetrias da parede uterina ou alterações da chamada zona juncional. A interpretação destas características exige experiência e deve ser integrada com a informação clínica.
Uma ecografia sem alterações não exclui necessariamente todos os casos de adenomiose, tal como a presença de determinadas características numa ecografia não deve ser interpretada isoladamente.